O primeiro mês do Lorenzo

Eis que o nosso projetinho de gente completou o seu primeiro mês de vida. Tanta ansiedade, tanta preocupação, tanta alegria, tanto choro. Um tsunami de amor, o amor mais sublime, maravilhoso e arrebatador, que sequer algum dia eu ousei imaginar que pudesse existir. Neste primeiro mês, eu chorei quase todos os dias. De alegria, de contemplação, de ansiedade e de medo. Eu que achava que era possível viver apenas um lado da moeda, estou vivendo os dois lados da moeda com a maternidade. Ao mesmo tempo em que nasce um filho, nasce uma mãe leoa, guerreira, forte e extremamente frágil, insegura, que precisa lidar com medos que inexistentes até então. Todos os dias deste primeiro mês eu chorei,ao ver aquele pequeno ser, tão frágil, tão inocente, tão puro, tão meu, tão perfeito. Eu nunca estive tão conectada com Deus, e todos os dias me peguei conversando com Ele, e dizendo: MEU DEUS, como o Senhor é perfeito! Como o Senhor me ama! O Senhor me AMA MUITO, porque o Senhor confiou em mim, este serzinho maravilhoso, que na verdade, é filho Seu, e não meu! O Senhor confiou a mim esta criação, magnífica perfeita! Que honra meu Deus! E além dos chororôs, diariamente eu me via pensando na imagem de Deus todo poderoso, sentado em seu trono majestoso, rindo de mim, e dizendo:

“- Filha, você não tinha ainda ideia das maravilhas que sou capaz de realizar?”

E eu aqui respondendo: “- Eu sei Pai, mas é que…é perfeito demais! Como que pode?”

Então nestes momentos, eu abraçava o Lorenzo, e deixava um amor enorme invadir o meu peito, um amor capaz de queimar por dentro, e que quase explode meu coração, e não conseguia conter as lágrimas e assim ficávamos ali abraçadinhos, e eu só dizendo baixinho, com meu filho no colo:

“Jesus, muito obrigada! Jesus, muito obrigada! Jesus, muito obrigada”

E neste momento, a vontade de abraçar o Lorenzo, era a de um abraço daqueles, possível de fazê-lo entrar novamente dentro de mim, e as lágrimas rolavam soltas. Que delícia. Que êxtase!

Ao mesmo tempo, tive mini infartos, e vi meu coração se despedaçar em mil pedaços, ao vê-lo primeiramente na maternidade, tão pequenininho, com tanta dificuldade para mamar. Um desespero misturado com a inexperiência, medos, dúvidas, enfermeiras, médicas…enfim. O Lorenzo não conseguia mamar, não conseguia fazer a pega correta do seio, e não conseguia fazer a sucção do leite. Então levaram ele para fazer uma lavagem, pois seria possível que ele estivesse com o estômago “cheio de reservas” e assim não estava com fome. Fez a lavagem e nada de mamar. Tenta daqui, tenta dali, meu corpo chegava a doer para tentar encontrar uma posição que facilitasse a pega. Meus seios foram espremidos, apertados, observados, analisados, estudados e NADA! Que pavor! A médica sugeriu a mamadeira, pois a glicose do Lorenzo tinha começado a cair e se não se alimentasse, seria necessário que fosse para a UTI. Chora, liga pro pai, o pai chega, se atualiza da situação, também chora, se preocupa, e decidimos: Vamos dar mamadeira! As enfermeiras então deram uma chuquinha com 30ml de uma fórmula especial, e assim nosso pitico começou a se animar. Graças a Deus! Mas eu, enquanto mãe, que sempre sonhei com a amamentação, que sei dos benefícios do leite materno para o meu filho, me senti um lixo.E se ele não ficar forte o suficiente? E se ele se engasgar porque ofereci mamadeira para ele e tiver algum problema? Vou me sentir culpada pelo resto da vida! E se ele não crescer? E se ele ficar doente? E se ele ficar com os dentes tortos? E a saúde do meu filho? E se as pessoas me julgarem? MEU DEUS! Quantas dúvidas, incertezas, inseguranças. Mas, a vida é feita de escolhas, e nem sempre irei fazer as melhores escolhas para o meu filho. Sei que irei errar, mas peço a Deus que minimize os meus erros, e me dê sabedoria ao tomar as decisões em minha vida, que possam afetar meu filho. Pronto, mesmo com dor no coração, está definido: MAMADEIRA, e mesmo assim, vou tentar o peito antes de oferecer a mamadeira. Saímos da maternidade, fomos para a casa. Em casa, o leite desceu, e começou a empedrar, pedi ajuda de uma amiga que teve neném e seu neném ficou na UTI, ela ordenhava o leite e levava para ele mamar. Com certeza ela sabe o que fazer. Foi o meu socorro! Ainda bem que tenho anjos em minha vida, que me socorrem quando eu mais preciso. Doía tanto, mas tanto meu seio que eu não conseguia encostar para desempedrar. Minha amiga me ajudou, e me ensinou a retirar o leite com a bombinha.Já que o Lorenzo só pegou a mamadeira, eu iria tirar meu leite e colocar na mamadeira. Mais uma vez, não deu certo. A bombinha estourou os bicos do meu seio, que ficaram machucados, em carne viva, dor, febre. Doía, doía muito e mais uma vez, eu me sentia mal, por não conseguir alimentar meu filho, me sentia mal, por não conseguir fazer o que todas as mulheres fazem, por não conseguir fazer o que a sociedade esperava de mim. Pedi desculpas para o meu marido, e chorei muito. Insisti muito, mesmo com o seio sangrando, em menos de um mês meu leite foi diminuindo, diminuindo até que secou. Que tristeza, mas como na maternidade não existe tempo para lamentações, bora aumentar a dose da fórmula, dar um mamadeirão e consultar o pediatra. A maternidade me ensinou a sacudir a poeira e dar a volta por cima, extrair de pedra, uma maturidade  que eu sequer imaginava que fosse possível de existir em mim. Pensemos pelo lado prático: mamadeira, não monopoliza a mãe, a mãe pode sair, (nem que seja até a farmácia rapidinho e deixar uma mamadeira pronta), fazer unhas, arrumar o cabelo, reabastecer os armários de casa. O papai participa muito mais, e o fato de o papai, vovós, etc, poderem dar mamadeira, auxilia na criação do vínculo, que na amamentação se restringe somente à mãe. Enfim, existem prós e contras, e amamentar é preciso, mas nem sempre conseguimos, e isto não é o fim do mundo! Existem sim opções para as mães que não conseguem amamentar.

Para descontrair, é assim que eu me sinto, quando me dizem que amamentar emagrece:

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A fase do puerpério, é também, uma fase complicada para a mulher, os hormônios, os cabelos, o corpo, a amamentação, a cinta, as decisões, as dores, a privação do sono, a excessiva preocupação, os medos, os anseios, as visitas, as cobranças, as alegrias. É uma fase de contradição LOUCA! Pois, embora seja sublime ter um filho nos braços, a chegada de um filho vira a casa de cabeça para baixo. É preciso jogo de cintura, maturidade, paciência, persistência, força, fé e ajuda de amigos, familiares, avós, e do papai.

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Não sei, exatamente, qual fator, foi o fundamental para a minha superação, pois, em certos momentos, eu tive a certeza de que cairia em uma depressão sem fim, e que não daria conta. Mas graças apoio, amor e paciência da minha mãe e do meu marido; a compreensão e disposição da minha sogra e do meu sogro; o auxílio, o amor e as orações da minha avó; e a minha força de vontade, fé e paciência, e claro e o meu amor enorme meu filho, eu superei! Em nome de tudo de todos, tirei forças não sei de onde e hoje posso dizer, que eu venci o puerpério, e não me entreguei à depressão pós parto.

Para quem quiser saber mais sobre o assunto, seguem alguns textos, que não são de minha autoria, mas valem a leitura, é só clicar aqui ó:

Sobre o puerpério. A fase mais hard core da vida de uma mulher! (Clique aqui e uma nova aba com o texto original abrirá)

Mães precisam de ajuda, não de palpite. (Clique aqui e uma nova aba com o texto original abrirá)

Entre o amor e o ódio. (Clique aqui e uma nova aba com o texto original abrirá)

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Enfim, o primeiro mês, foi uma montanha russa enorme de emoções. O primeiro mês é difícil, realmente difícil, mas regado de muito amor, e dedicação. Os meus hormônios, a minha alegria, o meu medo.Sobre o episódio da primeira vacina, eu e o Léo, fomos vaciná-lo, eu não consegui segurá-lo, minha pressão caiu, e eu saí do posto de saúde chorando. EU gente! EU! Que tenho tatuagens, que adoro anestesias, que sempre levei meus irmãos para tomarem vacinas, e picadas de Bezetacil na bunda. Com meu filho é diferente, dói muito mais em mim. Ele chorou um pouco, eu chorei muito. Vai entender. Junto com o puerpério, vieram as constatações, de que não há nada como a prática. Quando eu estava grávida, comprando parte do enxoval nos EUA, me indicaram uma mamadeira da Avent, que aqui no Brasil custa R$60,00 mais ou menos. Eu falei:”- Capaz mesmo, meu filho vai só mamar no peito! E se precisar de mamadeira, vai usar daqueles bicos amarelos da Kuka, xuka, enfim..”. Não, meu filho não usa mamadeira da Kuka. Tive que comprar a abençoada mamadeira da Avent, da Phillips, e pagar uma nota. E com o uso, uma mamadeira só é pouco, então tive que comprar várias mamadeiras, gastando assim, uma fábula! Explico: esta mamadeira tem um anel anti-cólica, que veda a passagem do ar e o bico da mamadeira é bem rígido, moderno, higiênico, preparado para recém nascidos, e evitam cólicas em engasgos. Conclusão comprei umas 5 mamadeiras, tô R$ 300,00 mais pobre!

O corpo…ah o corpo. melhor pular esta parte…

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Sobre a barriga, que antes eu exibia redondamente linda, agora não sei mais o que fazer para flacidamente escondê-la, a minha sorte é que eu tenho um bebê lindo, e na maioria das vezes, as pessoas olham somente para o meu bebê, e se esquecem de mim. Sim, a mãe tem vontade de ficar invisível. A vaidade vai à zero, unhas sem fazer, cabelos sem pentear, sem tempo para sequer lavar os cabelos e tomar um banho relaxante. Cremes? Nunca mais! Renew? Unhas feitas? Tudo torna-se muito mais complicado. Primeiro a questão do tempo, para sair durante 2 horas para fazer as unhas, é necessária toda uma logística, e não depende só de mim, preciso do meu marido para cuidar do Lorenzo, preciso deixar mamadeira pronta, fraldas, explicar onde estão as roupas, etc… às vezes é tanta coisa pra fazer, que é preferível deixar para lá. E quando consigo fazer as unhas, logo tenho que chegar em casa, e lavar mamadeiras, dar banho no bebê. enfim, é uma vaidade que começo a questionar se é realmente necessária. Afinal, meu filho, o ser mais importante da minha vida, não liga para as minhas unhas descascadas ou para o meu cabelo desgrenhado. Então, vaidade pra quê? Bora viver o amor da maneira mais gostosa possível, e esquecer um pouco das cobranças cotidianas e dos padrões dando beijinhos de bom dia com bafinho!

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Aos 14 dias apareceram as cólicas, meu Deus quanto desespero. Não sei se o desespero maior é do Lorenzo ou meu. O pequeno sofre tanto, chora tanto, que quando acaba a crise de cólica, ele está todo suado, ofegante, cansado e capota de sono. Dói demais o meu coração vê-lo sofrer. Ele fica com as mãos fechadas, se contorcendo, fazendo caretas, chorando e gritando MUITO. Nesta fase, descobri de onde vem os maus hábitos. Do desespero. Entendi que mãe faz o que dá para ser feito, do jeito que dá. Pois, eu tinha na cabeça que meu filho só tomaria leite, nada de chás, eis que o Lorenzo por causa das cólicas já toma cházinho, inclusive com açúcar, me julguem. Sou contra o uso de chupetas, mas tenho que usar a chupeta na hora da cólica para enfiar a funchicória na boca do Lorenzo. Sorte que ele odeia chupeta, e logo cospe longe. Por ele sofrer muito com as cólicas,e por não exisitir NADA a ser feito a não ser soluções paliativas a melhor solução, é ficar com ele no colo, agradar e dar apoio quando ele chora. Realmente uma crise de cólicas, não é legal. Muito choro, e o que eu me sinto na obrigação de fazer é dar colo. Portanto colo, colo e colo (me julguem). Dizem as máz línguas que deixarei o Lorenzo mimado, mal acostumado e chorão, só querendo colo, mas geeente, não tenho coragem de deixar a minha cria chorando e sofrendo. Enquanto ele quiser colo, EU VOU DAR COLO SIM! Se ele se acostumar a dormir só no colo, não tem problema. Se ele quiser ficar o dia inteiro no colo, não tem problema. O colo é meu, quem vai dar o colo sou eu, e ele não ficará no meu colo até os 18 anos, logo logo ele cresce e só sabe Deus quando vai pedir um colinho. Portanto EU DOU COLO SIM!

Sobre as cólicas, e quem quiser saber um pouquinho mais segue um link, clica ó:

A cólica no bebê. Por Dr. Carlos Gonzalez ( Clique aqui e uma nova aba com o texto original abrirá)

Sobre a rotina tão cansativa dos recém nascidos, é que ocorre que por um lado existe um ser super demandante e do outro uma mãe super inexperiente, cansada, insegura.

SUPER DEMANDANTE? SIM!

A rotina (ou não) do Lorenzo durante 24 horas do primeiro mês de vida foi a seguinte:

  • Chora  (muito, em qualquer lugar, perto de qualquer pessoa em alto e em bom som);
  • Mama (a fórmula deve ser preparada na hora, portanto, muitas vezes tive que preparar o mamá com o Lorenzo gritando na minha cabeça, esgoelando, às vezes não tinha mamadeira limpa, ainda era necessário lavá-la e esterilizá-la).
  • Arrota. (O arroto é necessário pois, se não arrota, ele fica vomitando até a próxima mamada sem parar).
  • Faz cocô.
  • Eu limpo o cocô. O ato de limpar o cocô, trocar a fralda, agita a criança, o que faz ele vomitar.
  • Ele vomita.Eu troco a roupa dele, para não ficar molhado e azedo.
  • O ato de trocar a roupa dele, esfria ele.Ele esfria, começa e soluçar e dá cólicas.
  • Eu cuido das cólicas. ( funchicória na chupeta, paracetamol, bolsa térmica, massagem, luftal, carinho, colo e paciência).
  • Quando as cólicas passam, ele dorme no meu colo, exausto, suado, sofrido. (E eu também).
  • Dali poucos minutos de sono, já está na hora de mamar novamente, e o ciclo começa novamente.

Daí, no pequeno intervalo que ele cochila, raramente eu tenho as seguintes opções:

  • Cochilar um pouco também ou;
  • Atender as visitas ou;
  • Fazer xixi, escovar dentes, tirar o pijama ou;
  • Comer alguma coisa rapidamente, que alguém já tenha preparado e esteja pronta ou;
  • Lavar e esterilizar as mamadeiras ou;
  • Lavar as roupas dele que estão sujas, vomitadas, com pof etc… ou;
  • Colocar o lixo para fora com as fraldas que estão fedidas dentro de casa

Enfim, por isso que as mães ficam absurdamente cansadas no início, pois os bebês demandam demais e as mães querem suprir todas as necessidades. É complicado, é cansativo. Isso, SE a criança dorme! Porque às vezes de uma mamada para a outra pode acontecer, não raramente, de ele não dormir. E, quando dormem, ainda nos preocupamos com a posição, com a respiração, com refluxo, com calor, com frio, etc…

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Sobre não dormir: Dormir é para os fracos

Enfim, eu li um texto que diz que uma mãe de bebê recém nascido, é uma mãe enlutada, ela sofre um luto, pois aquela mulher que ela era, morre. Nunca mais será possível, ser aquela mulher de antes. E assim sou eu, mudando, me adaptando, aprendendo, e sendo absurdamente feliz, como eu nunca fui em minha vida. Se para muita gente, o desejo é ser aprovado em um concurso público ou ganhar na loteria, o meu plano de vida sempre foi: Ser mãe. Não me importava com qual emprego teria, qual carro, qual casa…mas ser mãe SIM. A sensação de receber 5 dígitos na conta, eu sinto quanto coloco o Lorenzo para dormir ao meu lado, e vejo aquele rostinho tão perfeito, tão sereno, suspirando, roncando. Ou quando ele chora, e eu chego perto do berço e ele começa a sorrir para mim. Toda a tarde quando coloco o Lorenzo para dormir, eu sinto esta alegria inundar meu coração, e assim vem sendo desde então. Ao mesmo tempo em que me sinto extremamente cansada, me sinto grata, por saber que meu corpo e meu calor, o acalentam e ele adormece ali em paz,e eu que sempre me considerei uma pessoa extremamente forte, descobri a minha fraqueza, ali, naquele pequeno ser.

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Em termos práticos, ver esta foto me emociona tanto. Me lembro deste dia na maternidade, da ansiedade, do medo, da ansiedade em sair da sala de recuperação e voltar logo para o quarto para receber as visitas, da ansiedade para pegar meu filho no colo. Que delícia! Pois enquanto ele estava ali, eu estava me recuperando da anestesia. A família toda alegre, em festa, tirando fotos do pequeno no berçário, e eu doida para estar ali compartilhando com eles este momento.

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Lorenzo César Navarro Tavares, o nosso primogênito. Nosso primeiro filho, primeiro neto de cá, primeiro neto de lá, primeiro bisneto de cá, primeiro bisneto de lá. Pense em um príncipe, muitíssimo esperado…foi este!

  • Nasceu na Maternidade Madre Theodora de Campinas, em uma segunda feira de carnaval, 16/02/2015 às 11:08, pesando 3.890 e medindo 54 cm.
  • Tem muito cabelo, fininho e pretinho. Ficou com a pele avermelhada, e teve algumas manchinhas vermelhas na pele, na maternidade, mas em casa já não teve mais nada. A sua pele clareou e suas manchas sumiram.
  • Às vezes faz tanta força para nos enxergar que acaba ficando vesgo, um charme, diga-se de passagem.
  • Não tem sobrancelhas ou cílios, mas tem pelinhos pelo corpo todo. Bem fininhos, mas tem, pelos no bumbum nas costas, e até nas canelinhas.
  • A unha cresce absurdamente, precisando ser cortada a cada 4 ou 5 dias, senão ele se unha todo e fica com o rosto machucado,e não adianta colocar luvinhas, porque ele arranca.
  • Quando eu estava em Muzambinho, na casa da minha mãe, junto com a minha avó, ele engasgou feio. Tanto que voltou leite até pelo nariz. Eu fiquei desesperada, acudi ele, mas depois chorei tanto. Fiquei tremendo, com um nó na garganta, me sentindo a pior mãe do mundo.
  • Todos dizem que ele se parece com o vovô Waldemar, embora o narizinho seja da vovó Anaí. Tem posturas parecidíssimas com as do Leonardo, como por exemplo, quando o Léo força os olhos para enxergar alguma coisa, a postura das mãos, e o jeito de dormir. Ainda estou esperando alguém dizer que ele se parece comigo, mas realmente, ele não tem nada de mim.
  • Tem a língua presa, assim como o papai e a vovó, que tiveram quando crianças que cortar a língua.
  • Adora tomar banho.
  • Solta pum igual gente grande
  • Usou 150 fraldas RN em 2 semanas.
  • Chora “nhé” o que o fez ser chamado de bebê Nhé.
  • Já fez inúmeros passeios. Foi ao pediatra 2x (em Campinas e em Muzambinho). À farmácia. Viajou para Muzambinho para a casa da vovó, para Guaxupé para a casa da vovó Leila. Dormiu quase que durante a viagem toda. Chorou só na hora que ficou com fome, e paramos para mamar. Foi ao pesqueiro no Areado.
  • Mama. Arrota. Faz pum e pof tudo ao mesmo tempo.

A mãe:

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  • Na primeira noite na maternidade, dormi 14 minutos.
  • Ando morrendo de sono durante o dia e mais sono ainda durante a noite. Quando ouço o Lorenzo acordando, rezo para que seja somente um sonho.
  • Desde então, não fiz uma refeição decente e muito menos quente. Comer também se tornou coisa do passado.
  • Embora tenha ido à Muzambinho, Guaxupé, e ao pesqueiro em Areado, todos os passeios sempre em família, com mala, cuia e mamadeira. Até hoje não saí de casa sozinha, um minutinho sequer. Sempre que saio, estou com o Lorenzo.
  • Recorde de horas de sono consecutivas: 2h no máximo.

O pai:

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Se antes achava que a vida era corrida, agora ele tem certeza do que é pauleira. Trabalha o dia todo, e quando chega em casa me ajuda ( e muito) nas tarefas domésticas, e com o Lorenzo.

Está com olheiras iguais de panda.

Quando o vejo cuidando do Lorenzo, principalmente de madrugada, tenho a certeza absoluta de que eu não poderia ter escolhido pessoa melhor para me casar, e para ser pai do meu filho.

Feliz primeiro mês de vida filho, te amamos!10717828_844567095612601_1894427646_n

Mais fotos do primeiro mês:

Assim que o Lorenzo veio para o meu colo, nossa primeira foto juntos. Alguns dirão que a foto está feia, outros dirão que a foto está embaçada, eu digo, que nenhuma foto seria capaz de captar a emoção que pairava ali naquele momento. A primeira vez que o meu menino veio para o meu colo, e ali ficou, aninhado no meu ladinho, quietinho, sem choro, ele só tentando entender que lugar era aquele em que ele estava, cheio de luzes, cheio de gente. Ele nem se alterou, fechou os olhos, suspirou e enfiou o nariz no meu braço procurando proteção. E eu estava ali, emocionada, feliz, grogue; não pela anestesia, mas pelo fluxo e intensidade de emoções ali vividas. Eu também tentando entender o que estava acontecendo, olhando para a minha cria, e tentando reconhecê-lo, um serzinho que estava a tanto tempo comigo, e eu sequer o conhecia, éramos tão íntimos e tão desconhecidos.

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Ainda na maternidade (fotos horríveis, mas são para eu não me esquecer deste momento tão especial).

DSCN7159DSCN7157Nosso pituco na maternidade ainda:11267514_844567518945892_1106925280_nIMG_20150216_211452057 IMG_20150216_211519226 IMG_20150217_113416156 IMG_20150217_113450767 IMG_20150217_130716019 IMG_20150218_061919219IMG_20150218_061936621[1]IMG_20150218_213223088[1]

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Chegando da maternidade em casa, Lorenzo em casa, pela primeira vez:11291887_844567412279236_1770634549_n

Já em casa:IMG_20150220_083907643[1]

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Resultado da primeira noite do Lorenzo em casa: papai e mamãe mortinhos de sono. O Nosso vagaluminho aprendeu a chorar de noite, e dormir de dia. Rs.

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Mas quando ele dorme, é a cena mais linda do mundo, e meu coração se enche de alegria.

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No colo da vovó que veio passar a primeira semana conosco:

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  • Lorenzo com 17 dias na sessão de newborn, foi um Deus nos acuda para fazer esta sessão, mas no fim deu tudo certo.11297862_844567222279255_1819352528_n 11303616_844567252279252_505223879_n

Resultado da e-session:FB_IMG_1425904582175 FB_IMG_1432201557419 FB_IMG_1432201563272 FB_IMG_1432201566440Um segredinho só nosso: eu e o Lorenzo temos uma música nossa!
Pois quantas vezes o Lorenzo teve cólicas, e eu desesperada fiquei com ele na sala, andando pra lá e pra cá, cantando pra ele, dançando com ele agarradinha, para ele esquentar, eu colocava o dvd do Coldplay na intenção na verdade de ME ACALMAR, pois eu ficava desesperada com as cólicas dele, mas ele começou a curtir este ritual e ali ficávamos nós dois, dias, madrugadas, só nós dois assistindo o dvd do Coldplay, e eu cantando Yellow para ele. Perdi as contas de quantas vezes cantei Yellow pro Lorenzo, e hoje, eu lembro dessa época, e meus olhos enchem de lágrimas, de saudade e de emoção, e sim filho, as estrelas brilham para você!

“Your skin, oh yeah skin and bones, turn into something beautiful. Do you Know? You Know i love you so, you Know i love you so”

Yellow- Coldplay ( A música que eu cantava todos os dias pro Lorenzo) Clique aqui e uma nova aba com o clipe no youtube abrirá)

 Olhe as estrelas, veja como elas brilham para você

E para tudo que você faz, sim, e elas eram todas amarelas

Eu progredi, escrevi uma canção para você

E para tudo que você faz, e ela se chamava “amarelo”

Então eu esperei a minha vez, que coisa para ter feito

E era tudo amarelo

Sua pele, sim, sua pele e seus ossos

Transformaram-se em algo bonito

Você sabe?

Você sabe que eu te amo tanto

Você sabe que eu te amo tanto

Eu nadei, e superei as barreiras por você

Que coisa a se fazer, porque você era toda amarela

E estabeleci um limite

E estabeleci um limite para você

Que coisa a se fazer, e era tudo amarelo

Sua pele, sim, sua pele e seus ossos

Transformaram-se em algo bonito

E você sabe

Por você eu daria todo o meu sangue

Por você eu daria todo o meu sangue

É verdade, veja como elas brilham para você

Veja como elas brilham para você

Veja como elas brilham para

Veja como elas brilham para você

Veja como elas brilham para você

Veja como elas brilham

Olhe as estrelas

Veja como elas brilham para você

E para tudo que você faz

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